Projeto Escola no Campo é apresentado em Águas Frias

Implantação ocorrerá na escola da comunidade de Tarumãzinho

Foto: Divulgação

No último dia 04, pais, alunos, professores e a comunidade de Tarumãzinho, em Águas Frias, estiveram reunidos no Núcleo Municipal de Ensino da linha para a apresentação do Projeto Escola no Campo, um projeto que visa trazer melhorias à escola da comunidade, além de implantar o projeto Escola Integral, onde os alunos poderão aprender conteúdos diferentes dos tradicionais ministrados em sala de aula.

De acordo com o Secretário da Educação do município, Sedinei Lemes da Silva, o projeto visa, além dos 200 dias letivos exigidos por lei, trabalhar com os alunos da escola pelo menos duas vezes por semana no contraturno, com oficinas paralelas, como música, saberes locais e etc.

A ideia é usar profissionais da própria prefeitura para ensinarem suas áreas, como agricultura, em que os alunos poderão passar por experiências de horta e plantio, podendo se adequar um pouco a própria realidade. Também seriam levadas outras secretarias, como a de saúde, a social, para novas matérias que possam complementar o aprendizado dos alunos.

Sedinei conta que, o Núcleo Municipal de Ensino de Tarumãzinho atualmente conta com 42 alunos, o que para a prefeitura seria mais viável o fechamento da escola, pois atualmente a administração do município pode disponibilizar o transporte aos alunos até as escolas da cidade com ônibus. Mas, um dos objetivos do novo projeto é manter os alunos moradores da comunidade próximos de sua família, evitando o afastamento do campo. "A escola é uma estrutura grande, oferece muitas possibilidades, questão de pátio, temos também uma sanga que passa em torno, temos uma mata, temos muitas coisas boas que podemos oferecer ali. E quando se fecha uma escola, não só se fecha uma escola, mas você fecha muitas outras coisas, inclusive a própria relação que tem com a família, a comunidade e tudo mais", relata o Secretário.

Então, em reunião com a Amosc do município e a Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), foi criado o projeto Escola no Campo. "Os alunos virão de manhã cedo e ficarão no colégio já nesses dias que vão ficar para o contraturno. Terão lanche, almoço, um lugar para banho e descanso. Terá também um professor, uma professora responsável com isso", conta Sedinei, que ainda ressalta que, caso o projeto dê certo, a administração pretende ampliar, fazendo mais parcerias, trazendo por exemplo a robótica para a escola.

No próximo ano, a Secretaria da Educação ainda espera que exista uma grande procura de estudantes da cidade querendo estudar no interior, pois os alunos terão inúmeras oportunidades a mais do que em uma escola tradicional.


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