Colapso na saúde: novas medidas contra a Covid são tomadas na região

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Na manhã da terça-feira (16), o prefeito Mario Afonso Woitexem participou de reunião realizada na Associação das Câmaras do Oeste de Santa Catarina (Acamosc), em Chapecó, juntamente com prefeitos e secretários da Saúde de 53 municípios. Em consenso, foram publicados decretos retomando restrições para tentar amenizar a grave situação pela qual a região passa devido ao alto número de casos de Covid-19 e às UTIs superlotadas.

As UTIs Covid-19 que atendem os municípios da região estão nos hospitais de Chapecó, São Miguel do Oeste, Maravilha e Xanxerê e impossibilitadas de receber novos pacientes. "O que foi nos retratado aqui é um verdadeiro caos", disse o prefeito, informando que diariamente a região transfere cerca de cinco pessoas intubadas para UTIs de Lages, Blumenau, Itajaí e Criciúma, inclusive que nesta semana uma Pinhalense necessitou de leito em outra cidade.

Ainda na terça, o governador Carlos Moisés esteve em Chapecó e anunciou a ampliação de 34 leitos de UTI e dez leitos de enfermaria na região Oeste. A ativação será de 29 leitos de UTI no Hospital Regional do Oeste, em Chapecó, cinco de UTI no Hospital Regional São Paulo, em Xanxerê, além de dez leitos clínicos no Hospital Frei Bruno, em Xaxim. A previsão é de abrir as novas vagas até esta sexta-feira (19). Além disso, há uma expectativa de criação de 150 novos leitos clínicos de retaguarda nos municípios de Ponte Serrada, Coronel Freitas, Faxinal dos Guedes, Cunha Porã, Nova Erechim, Palmitos e Xaxim.

Decreto

Em coletiva de imprensa na tarde da quarta-feira (17), Pinhalzinho anunciou as novas restrições do Decreto 045/2021, que valem até 1º de março. Até lá, bares, pubs, boates, petiscarias, choperias, cervejarias, whiskerias, casas de shows e outros locais destinados a happy hour ou a consumo predominante de bebida alcoólica podem funcionar com 30% da capacidade e até às 21h30min. O mesmo vale para clubes de campo, associações de trabalhadores, centros de convivências e sedes para a prática individual de esportes que permitam o distanciamento.

Restaurantes, pizzarias, lanchonetes e food trucks poderão funcionar até às 21h30min e observando a lotação máxima preconizada pelo Estado de Santa Catarina para o nível gravíssimo. O atendimento deverá seguir rigorosamente as determinações das autoridades sanitárias e de saúde relativas ao enfrentamento da pandemia de Covid-19.

Está autorizada a realização presencial de missas, cultos e demais atividades religiosas ou de outras crenças que importem em uso comum de espaços de igrejas, templos, santuários, grutas e afins, com 30% da capacidade de público.

Fica proibida a utilização de propriedades particulares na cidade e no interior com o objetivo de realização de festas ou eventos irregulares que impliquem em aglomeração de pessoas. É vedada a realização de eventos sociais, educacionais, recreativos, de confraternização e afins (a exemplo de palestras, reuniões associativas, assembleias e outros) independentemente da quantidade de pessoas e se é de caráter público ou privado.

Também é proibida a realização de shows/música ao vivo em bares, restaurantes, casa de show e afins, além da permanência de pessoas e consumo de álcool em espaços públicos de uso comum do povo, como em praças, parques, ruas e avenidas.

A fiscalização das medidas impostas pelo decreto será de responsabilidade da Vigilância Sanitária do município e dos órgãos estaduais, Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros.

Aulas presenciais

Fica prorrogado para o dia 22 de fevereiro o início do ano letivo em Pinhalzinho, nas modalidades online, presencial e retirada de material pedagógico nas unidades da rede municipal de ensino relacionadas à educação infantil e ensino fundamental. As demais instituições (estadual, federal e privada) estão autorizadas a seguir com as atividades conforme legislação vigente e as diretrizes dos planos de contingência escolar.

"Os pais foram consultados novamente sobre o retorno das aulas presenciais em meio ao cenário atual e mantiveram a opção pelo retorno. Então, como ir contra aquilo que a comunidade está pedindo? A comunidade é ciente dos riscos, mas está querendo assumir o risco para uma coisa que é essencial. O Governo do Estado disse que a educação presencial é essencial, então nós poderíamos estar fechando outros segmentos mas a educação tem que abrir. Não é uma decisão pessoal, é uma decisão técnica e de grande complexidade. As crianças estão sofrendo, um ano inteiro em casa, um ano inteiro de privação. Temos certeza que temos as ferramentas para coibir outra parte da sociedade e colocar essa para adquirir o direito que a criança tem de estudar", disse o secretário municipal de Educação, Fabrício Fontana.

Vacinação

Pinhalzinho recebeu até o momento 514 doses da vacina contra o coronavírus, sendo que 357 foram para a primeira dose e 157 para a segunda dose. Do laboratório Coronavac/Butantan, foram recebidas 247 doses, e o intervalo entre a primeira e a segunda aplicação deve ser de 21 dias. Já do laboratório AstraZeneca/Oxford/Fiocruz foram recebidas 110 doses e o intervalo entre as aplicações deve ser de 12 semanas.

Conforme os critérios do Ministério da Saúde, a população-alvo inicial da campanha de vacinação foram os idosos com mais de 60 anos institucionalizados, sendo que Pinhalzinho vacinou 26 idosos; os trabalhadores de saúde, primeiramente os considerados na linha de frente nos atendimentos do Covid-19 e, em seguida, conforme classificação de risco, que ainda estão sendo vacinados de acordo com a chegada das vacinas ao município. Quanto aos idosos com 90 anos ou mais, havia uma estimativa de 61 idosos, mas na realidade Pinhalzinho tem, em média, 40 idosos com essa idade e 35 foram vacinados até o momento.

Conforme as vacinas serão enviadas aos municípios, serão também enviadas as orientações para quais grupos as mesmas deverão ser aplicadas. Os municípios devem seguir as orientações e recomendações do Ministério da Saúde.

"É importante que todas as pessoas que fazem parte da população-alvo da campanha façam as duas doses da vacina. Não ter receio de se vacinar. As vacinas mudaram a história da saúde do mundo. A vacina contra o coronavírus chegou para ajudar a vencer essa doença e evitar as complicações que a doença pode causar, evitar as internações, evitar as mortes e para que todas as pessoas possam voltar a ter uma vida normal novamente", destaca o secretário municipal de Saúde, Cleomar Provenci.







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