Em Foco

Jocimar Borba

Tudo muda

Em muitas histórias contadas pelos homens no passar dos anos e séculos, o tempo era dividido em gerações. Cada geração era dividida de 15 a 20 anos. Mas nos últimos anos, podemos dizer que a geração diminui drasticamente, especulando-se a não mais que 10 anos.

Um dos grandes fatores para esta diminuição foi à revolução tecnológica vivida por nós nos últimos anos. A evolução da globalização e da diminuição das distâncias com a disseminação da internet é muito rápida e a cada ano parece assustar mais.

A qual eu pertenço?

- Baby Boomers: é a geração dos nascidos entre 1943 e 1960, ou seja, imediatamente após a Segunda Guerra Mundial, quando o mundo viu uma explosão populacional (baby boom, em inglês, significa 'explosão de bebês')

- Geração X: essa é a geração que nasceu entre os anos 60 e 70, com alguns autores defendendo que ela pode alcançar até os nascidos em 1984. Geração que passou boa parte da vida adulta tentando acompanhar as mudanças tecnológicas, essa geração fez cursos de datilografia e rodou cópias de documentos no mimeógrafo como ninguém. No entanto, também acompanhou toda a sequência de computadores 286, 386, 486, 586 e Pentiums, bem como conheceu os disquetes e o MS-DOS de perto.

- Geração Y (ou millenials): nascidos entre os anos 80 e 90. Geração que presenciou os maiores avanços tecnológicos do século, num ritmo muito acelerado. Passaram a infância assistindo filmes no vídeo cassete e jogando Master System, mas se adaptaram rapidamente aos CDs, DVDs, MP3, PlayStations e smartphones.

- Geração Z: são os nascidos entre o final dos anos 90 e 2010, ou seja, os que vieram a esse mundo praticamente sentado em um computador e hoje criam aplicativos até dormindo.

A mais nova geração é a Alpha, os nascidos de 2010 em diante, são crianças que já nasceram sendo filmados com celulares, são as crianças que antes de aprenderem andar de bicicleta sabiam assistir vídeos no youtube. Pois bem, bem vindos à geração mais conectada da história e também as novas pessoas do futuro. Jovens que não irão querer ficar quatro, cinco anos em uma universidade, serão jovens que não se importaram com o carro e casas próprias serão decididos e com muita fome.

Tudo terá que mudar

Esta geração trará com sigo algo muito desafiador para o mundo, a adaptação. Pois nesta geração quem terá que se adaptar será o mundo, serão as empresas estatais, as grandes corporações, o governo, a economia e principalmente a educação. Pois o que era ensinado a minha pessoa e de meus amigos até hoje é a mesma coisa, sem novidade e interatividade alguma. Quem mais precisa acelerar o passo é o MEC.

A nova geração não se importa com os estereótipos. Se o novo smartphone é mais importante que um carro, quem quer carro? Ganha o smartphone! Se posso me deslocar de bicicleta, por que ter um veículo caro e que me encherá de despesas? Só pelo status?

Podemos ver nestas eleições também um grande movimento parecido como o movimento dos Caras Pintadas da década de 90. Onde os jovens que tinham deixado a política de lado nos últimos anos, mergulharam de cabeça neste pleito, não tiveram medo de brigar com seus pais e de saírem de traz da tela do celular e irem à rua reivindicarem pela volta da moralidade na política brasileira.







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