Agronegócio puxa novamente as exportações

22 Julho 2016 15:45:32

Marcos Niederle


O Ministério da Indús-tria Comércio Exterior e Serviços, divulgou no inicio desse mês, as informações relativas ao comércio exte-rior do Brasil no primeiro semestre de 2016. O Brasil obteve superávit de US$ 23,6 bilhões na balança comer-cial - valor dez vezes maior que o resultado apresentado no mesmo período do ano passado (US$ 2,2 bilhões). O crescimento do saldo co-mercial foi impulsionado principalmente pela queda de 27,7% das importações. 
Apesar do resultado po-sitivo no saldo da balança comercial, o país tem apre-sentado forte desacelera-ção no comércio externo. De acordo com informações da Confederação da Agri-cultura e Pecuária do Brasil (CNA), houve queda de US$ 29,6 bilhões na corrente de comércio do Brasil e retra-ção de 4,3% nas exportações. 
Mesmo com todo des-taque que o governo federal tem dado ao comércio inter-nacional, e sempre mencio-nando ser uma prioridade para a recuperação econô-mica do país, vários setores da economia vem perden-do espaço. O agronegócio novamente tem sido o se-tor que mais contribuiu pa-ra o saldo comercial positi-vo nos primeiros seis meses de 2016. 
O Agronegócio se des-taca na composição dos 10 principais produtos brasi-leiros exportados no perí-odo. A soja em grão, com receita de US$ 13,9 bilhões (Crescimento de +11%), apa-rece como o principal pro-duto exportado, o 4º produ-to é o açúcar bruto, com US$ 3,1 bilhões (Crescimento de +    19%), em 7º vem a celulose, com US$ 2,7 bilhões (Cres-cimento de +7%), em 8º é a carne bovina, com US$ 2,2 bilhões (Crescimento de
+    6%). No primeiro semes-tre de 2016, os 10 principais produtos trouxeram ao Bra-sil US$ 41,6 bilhões em re-ceita, 46% do valor total. Dentre esses, o agronegó-cio gerou US$ 29,9 bilhões (33,2%) do total das expor-tações brasileiras.Há ainda outros impor-tantes produtos que contri-buem para o comércio exte-rior, como café em grão, fa-relo de soja, carne de fran-go e suína, couro bovino e milho em grãos. No caso do milho, o volume total ex-portado em 2016 deverá ser bem menor que o ano pas-sado, pois o produto está com ofertas reduzidas no Brasil, o que vem mantendo os preços ainda elevados e país sem competitividade em relação ao milho americano.Ainda de acordo com o Ministério da Indústria Co-mércio Exterior e Serviços, no acumulado das exporta-ções de janeiro a junho de 2016, registraram retração em relação a igual período de 2015, os produtos: bási-cos (-7,9%), manufaturados (-4%) e semimanufaturados (-1,5%).
Com relação à expor-tação de produtos básicos, houve diminuição, princi-palmente, de petróleo em bruto (-38%), café em grão (-27,3%) e minério de fer-ro (-24,4%). Por outro lado, cresceram as vendas de milho em grão (100,7%), algo-dão em bruto (34,3%), car-ne suína (13,2%), soja em grão (9,3%) e carne bovina (3,9%).
No grupo dos manufa-turados, foi registrada re-tração principalmente de autopeças (-25%), moto-res para veículos e partes (-22,6%) e motores e gerado-res elétricos (-20,6%). Por outro lado, cresceram: eta-nol (74,2%), tubos flexí-veis de ferro e aço (56,6%), automóveis de passageiros (34,3%) e suco de laranja não congelado (+18,4%).
Dentro dos semimanu-faturados, as maiores que-das ocorreram nas vendas de: semimanufaturados de ferro e aço (-23,1%), couros e peles (-17,1%), ferro-ligas (-15,7%) e alumínio em bru-to (-12,6%). Por outro lado, cresceram catodos de cobre (56,2%), ouro em forma se-mimanufaturada (23,6%), açúcar em bruto (17,2%) e madeira serrada (8,8%).
Os principais países de destino das exportações fo-ram: China (US$ 21 bilhões), Estados Unidos (US$ 10,7 bilhões), Argentina (US$ 6,5 bilhões), Países Baixos (US$ 4,7 bilhões) e Japão (US$ 2,4 bilhões).
Os principais países de origem das importações fo-ram: China (US$ 11,4 bi-lhões), Estados Unidos (US$ 11,2 bilhões), Alema-nha (US$ 4,7 bilhões), Ar-gentina (US$ 4,2 bilhões) e Coreia do Sul (US$ 3 bi-lhões).
A China, segunda maior economia mundial, foi o principal destino das expor-tações do Brasil no primei-ro semestre de 2016, com re-ceita de US$ 11,4 bilhões. O país continua tendo um pa-pel fundamental na balança comercial brasileira, princi-palmente em relação à de-manda por produtos agro-pecuários. 







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