Os estoques mundiais de passagem

Marcos Niederle

Recebemos na semana passada de uma consultoria, um gráfico muito interessante e importante, o qual queremos compartilhar com os leitores. Trata-se da evolução dos estoques mundiais de passagem dos principais produtos agrícolas, ou seja, o que está em estoque no mundo no final de um ano safra, para milho, soja e trigo. Como a informação está em inglês, iniciamos interpretando a legenda do gráfico: Corn (milho), Beans (soja) e Wheat (trigo). O estoque de passagem de cada produto está demonstrado em milhões de toneladas (MMT).
Os estoques de passagem tem relação direta com a formação dos preços de cada comoditie na bolsa de Chicago, BM&F e outras mundo afora que negociam contratos desses produtos, por isso devemos acompanhá-los atentamente.
Para uma análise mais apurada, vamos observar cada produto em separado. Notamos que o estoque de passagem de trigo (No gráfico identificado pelas barras mais altas e cinzas), vem crescendo de forma considerável a cinco anos, reflexo são os preços baixos do cereal e desestimulo ao plantio, que deve ser o menor dos últimos anos.
PRODUTO
As barras mais escuras são o milho, que vem com leve redução no estoque mundial e com tendência de redução neste ano, mas ainda ficando ao redor de 200 milhões de toneladas. Lembrando que estamos falando da influência no preço de cotação da bolsa (Chicago principalmente) pois no Brasil, pela escassez do produto, a cotação do milho desvinculou da cotação de Chicago neste ano.
O que mais chama a atenção é o soja (Barra cinza baixa), cujos estoques nos últimos três anos vem caindo, sustentando os argumentos de alta registrados nas últimas sessões da bolsa. As cotações da soja prometem muitas emoções nessa temporada, pois aliado a redução dos estoques, temos hoje um consumo maior que a produção e uma transição climática pela frente.
Marcos Niederle - Gerente Comercial
Cooperativa Regional Itaipu
O programa SC Rural do Governo do Estado está completando cinco anos com a marca de mais de R$ 600 milhões destinados a apoiar projetos que melhorem a produtividade da agricultura familiar nos meios rural e pesqueiro. Mais de 11 mil famílias em todo o estado já foram contempladas.
No interior de Chapecó, está um exemplo de como o programa pode transformar a pequena propriedade em um negócio lucrativo. Lazaro José da Cunha é um produtor de laranjas que acessou o SC Rural para aquisição de maquinário. O equipamento está instalado no galpão que fica aos fundos da casa, a máquina lava, seca e entrega as laranjas polidas e já classificadas por tamanho.
O investimento passa dos R$ 60 mil e só foi possível de ser realizado porque seu Lázaro conseguiu metade desse valor junto ao SC Rural. O agricultor que já trabalhou com a produção de grãos e leite, agora não abre mão do pomar. Com as mãos cheias de laranja, ele é rápido nas contas e logo explica as vantagens da opção que escolheu. “Cinco laranjas dão um quilo, o equivalente a um litro de leite, as laranjas me rendem R$ 1, o litro de leite ainda não”. Seu Lázaro tem colhido, em média, 300 toneladas de laranjas por ano, e com as variedades que tem no pomar, consegue colher o ano todo. “No verão, nem no domingo temos folga, temos entregas praticamente todos os dias da semana”. É para o fim do ano que ele projeta receber um valor ainda maior pelas frutas.
De acordo com o secretário executivo do programa SC Rural, Julio Cesar Bodanese, aproximadamente 130 mil famílias catarinenses vivem no meio rural, o que reforça o compromisso do Estado em oferecer a infraestrutura necessária para Santa Catarina é o quinto maior produtor de alimentos do país.
Em termos de safra, tem que dar tudo certo para as cotações se manterem, qualquer intempérie, seja aqui ou na safra americana, fará as cotações buscarem novos patamares de preços.







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