Agricultura

Safrinha menor traz preocupações novamente com o milho

Marcos Niederle

O preço do milho que chegou a patamares inimagináveis em maio e junho volta a preocupar. Já comentamos em matérias anteriores acerca dos motivos que fizeram os preços subir tanto nesse primeiro semestre, a exportação Record da safra 14/15 e a redução de plantio da última safra de verão.
O que todos esperavam, é que com a chegada da atual safrinha de milho, os preços recuariam consideravelmente, pois, com uma safrinha em torno de 50 milhões de toneladas, as ofertas voltariam com força no mercado interno, uma vez que as exportações não estão atrativas. Há registros de um volume contratado para a exportação, em torno de 12 milhões de toneladas até o momento.
A Conab divulgou na última semana a nova estimativa de produção da safrinha de milho. Com os números apresentados, houve imediata reação do mercado puxando os preços para cima novamente. Vejamos a seguir o mapa de produção divulgado pela Conab.
O mapa da Conab chama a safrinha de segunda safra. Observamos que a redução da produção foi de 13,9%, ou seja, de 50 milhões de toneladas para 43,05. O mercado ficou agiAGRICULTURA
tado e as cotações voltaram a subir, pois a Conab sempre foi conservadora nos seus números e por isso alguns analistas acham que a safrinha poderá ainda ser menor.
Fazendo uma análise simples sobre a oferta e demanda de milho no Brasil, mediante esses números, temos uma oferta de 43,05 milhões de toneladas, considerando um estoque de passagem da primeira safra de 1,00 milhão ton, mais uma importação de 3,00 milhões ton, temos uma oferta de 47,05 milhões ton.
Pelo lado da demanda, a estimativa de consumo até final de janeiro de 2017 é de aproximadamente 36 milhões de ton, sobrando 11,05 milhões de ton para a exportação e estoque de passagem para a próxima a safra. O mercado já observou que tem 12 milhões de ton contratadas para exportação e mesmo que esse volume não se confirme, as ofertas vão ficar apertadas no final do ano, pois muitos produtores e cerealistas mantêm estoques reduzindo as ofertas para pressionar ainda mais os preços.
Precisamos acompanhar as exportações semanalmente para podermos estimar até onde o preço pode ir novamente. Lembrando que temos previsão de La ninha para o verão, o que pode reduzir as ofertas estimadas para aquela safra e manter preços altos até a safrinha de 2017. Apenas uma exportação menor, interferência do estado ou uma importação mais acentuada poderão segurar os preços.







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