Coluna do Inter

Renan Hartmann

Que camisa pesada!

Ah, o greNAL! Sábado, 16 horas. Rolava a bola para um clássico com maior favoritismo de todos os tempos. O rival no melhor momento técnico de sua história. Um Inter vindo de uma semana turbulenta, protestos, ainda se reconstruindo do trauma da segunda divisão, sem confiança. Não bastasse as adversidades, D'alessandro virou desfalque, mesmo assim quis ficar no banco de reserva com os jogadores. Inter estreava 3 jogadores, Rossi, Lucca e Zeca improvisado. Um prato cheio para o rival que colocou 50 mil torcedores para ver uma goleada. Eles se preparam para golear. Eis que o Inter montou um muro na frente da área. Com dois zagueiros que jogaram o fino da bola o Inter fez o que tinha que fazer. Amarrou o grêmio taticamente e não deu chances ao rival. Não possibilitou a criação de uma única chance no primeiro tempo. Veio o segundo tempo e o Inter por alguns momentos sofreu. Jogadores estreantes ainda sentindo falta de ritmo de jogo foram cansando. O rival teve duas boas chances de gol e só. Resolveu chorar e se jogar desesperadamente na área. Uma tentativa de cavar pênalti atrás da outra que chegou a ser hilária. O Inter segurou o empate de forma gigante porque era o que poderia fazer neste jogo a parte. Não perder. Busca um ponto fora de casa e agora volta pro Beira Rio. Agora sim é hora de mudar a postura e jogar ofensivamente. O resto é mimimi de quem se frustrou. Parabéns pela garra dos jogadores. Um empate que fortalece o time Colorado, pois segurou o "Barcelona das Américas". A propósito, o Inter não costuma perder pro Barcelona.

Tiradas dos greNAL

Renato quis falar no fim do jogo que o Inter atuou como um time de segunda divisão...logo ele Renato que tem vasta experiência no assunto: Jogou no Grêmio em 91 no primeiro rebaixamento, era treinador do Fluminense em 96, rebaixado, do Vasco em 2008, rebaixado, do Flu 2009 que o Cuca teve que salvar e do Atlético-PR em 2011, rebaixado. Perdeu a oportunidade de ficar quieto.

Eles disseram: Grêmio jogou de igual para igual com o Real Madrid, mas perdeu, e massacrou o Inter, mas empatou. Sim, eles disseram.

Eles se acostumaram com a sequência vitoriosa dos últimos meses. Aí vem o desestabilizado Inter, anula eles e ninguém consegue explicar. Presidente bota a culpa numa coisa, treinador em outra, jogadores em outra. Marcelo Grohe xingou até o campo. Perderam a compostura!

D'alessandro sequer jogou. Mas foi o assunto mais comentado após o jogo por se desentender com Luan. Vida longa a D'alessandro. Todos o amam.

O fato que mais me orgulhou no greNAL. Fábio Koff, o maior presidente da história do rival faleceu, assim como o maior jogador da história do Internacional Fernandão. Na hora de um minuto de silência, confesso que fiquei com medo de uma "vingança" da torcida Colorada pelos cantos nojentos acerca da morte do ídolo Colorado. Mas não, a torcida do Inter não só respeitou o minuto de silêncio como aplaudiu de pé o ato. Que grandeza, que gesto. Agradeço aos Colorados presente por esta atitude perfeita.

Já é Copa do Mundo: Alisson, Fred e Taison representam o celeiro de ases colorado na Copa. Boa sorte aos garotos surgidos no Internacional.








https://www.facebook.com/imprensa.povo/
Facebook jornal.png

Rua João Pessoa, 1969 - Sala 003 | Pinhalzinho | 049 3366-3910

Copyright © 2011. Todos os direitos reservados | Associação dos Jornais do Interior de Santa Catarina