Coluna Inter

Renan Hartmann

O INCRÍVEL CAMPEONATO DE PATRICK

Era uma tarde escaldante de dezembro. Segundo rumores divulgados pela mídia, o Inter tentava a contratação do volante Montoya e do meia Bruno Silva. Havia perdido o Bruno Silva para o Cruzeiro e, naquela tarde, o Montoya para o futebol mexicano, fato muito lamentado. A novela Rithely ganhava contornos de dramaticidade. E então, do nada, o Inter anuncia o volante Patrick, que estava no Sport. Vínhamos de dois anos no inferno, natural a inquietação e desconfiança de uma torcida cansada de tomar na cabeça com Fernando Bob, Anselmo, Ariel, Roberson, Cirino, Alemão, de anos anteriores. "Gordo", "pensamento pequeno", etc, eram a tônica de alguns comentários sobre a chegada do novo jogador.

E Patrick chegou de mansinho. Jogou como extremo pela esquerda, quebrou o galho na lateral em algumas circunstâncias de jogo, até se firmar definitivamente no tripé fiador do modelo de jogo de Odair, com Dourado na retaguarda e Edenilson ao seu lado. Patrick cresceu e se consolidou, não apenas como um destaque do time, mas do campeonato.

O Pantera Negra, Patrick Choco, jogador irreverente das redes sociais, do bigode de Salvador Dali, em campo assume um papel de protagonismo e liderança técnica natural que nos faz pensar que já joga aqui há dez anos. É um jogador raro, com atributos defensivos, imposição física e vantagem pessoal. Patrick tem três assistências pra gol e 15 assistências pra finalização, além dos quatro gols marcados, somando já o de ontem, decisivo para as aspirações coloradas.

Porém, o que mais chama a atenção é o fato de ser o segundo jogador que mais desarmou no campeonato, com 67 desarmes, uma média de quatro desarmes por jogo e, ao mesmo tempo, o quarto jogador que mais driblou, com 21 dribles certos desarmando linhas defensivas e articulando jogadas para o Inter. Dois atributos quase excludentes para um jogador: a capacidade de desarme e o drible. E Patrick tem os dois. Soma-se a isso a média de 40 passes certos por jogo, geralmente para frente ou combinando jogadas pela esquerda.

Nosso Pantera Negra é, com certeza, a grande surpresa desse campeonato. Um jogador fundamental para o time, para o grupo e, hoje, para a torcida.


Texto/análise: Nando Rocha







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