Pinhalzinho

Santa Catarina perde cerca de 530 mil empregos devido à pandemia

A pesquisa foi realizada pelo Sebrae com parceria das associações empresariais e industriais e Câmaras de Dirigentes Lojistas (CDLs) de todas as regiões do estado

Com o inicio da pandemia do Covid-19, Santa Catarina adotou o período de quarentena decretado pelo governador, com o intuito de preservar a saúde de todos. Neste período muitas empresas que com suas portas fechadas não recebiam lucro, optaram pelas demissões.

O Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas - Sebrae passou a acompanhar os índices das demissões, constatando uma perda de 530 mil empregos no estado, conforme estudo publicado na última terça-feira, dia 12, apresentando aumento significativo quanto última estimativa divulgada em 20 de abril que apontava 406 mil demissões.

O setor de serviços é o que concentra o maior número de desligamentos: 218 mil. Em seguida está a indústria, com 158 mil, e o comércio, com 153 mil. A maior parte das demissões concentraram-se nas micro e pequenas empresas (368 mil desligamentos), do que nas grandes e médias empresas (161 mil).

Além do número de desempregados, outros 870 mil trabalhadores tiveram influência direta da crise econômica. A pesquisa apontou que 408 mil empregados estão com os contratos de trabalho suspensos e 462 mil tiveram redução da jornada com redução proporcional de salários.

Faturamento

O estudo mostrou ainda que a queda de faturamento registrada pelas empresas encolheu. O índice estava em 74,6% na última pesquisa e chegou a 56,5%. A melhora do índice é fruto da volta das atividades econômicas.

A pesquisa é baseada em 2.547 entrevistas em parceria com a Fiesc e Fecomércio/SC.

PINHALZINHO

Em entrevista ao jornal Imprensa do Povo, o presidente da Acip Sérgio Matte, afirma que a pesquisa referente à evolução dos empregos do município foi realizada até dezembro de 2019 pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho e que não há informações disponíveis do ano de 2020. "Em conversas informais com empreendedores, concluímos que em Pinhalzinho houve um índice de desemprego relativo à pandemia. Em um primeiro momento foram dispensados os contratos de experiência, tendo em vista a redução média de 40% do movimento econômico", destaca.

Ainda segundo Matte, o Sebrae estima que são 35 milhões de reais ao mês, e os setores mais afetados no município são o comércio e a indústria de confecções que buscam alternativas para manter os negócios. "Se Perdurar esta situação com certeza o índice do desemprego irá aumentar em nossa cidade", salienta o presidente.

Matte destaca também que as áreas que mais sentiram a mudança foram as de hotelaria, restaurantes e transporte. "A maioria aderiu aos programas de apoio como redução de jornada 25%, 50% e 70%, e suspensão de contratos por 60 dias", informa.







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