Comunidade cobra revitalização da BR-163

Para cobrar por melhorias, empresários, clubes de serviço e a comunidade se mobilizam na próxima segunda-feira (16)

A BR-163 sofre com o descaso há anos. As péssimas condições causam insegurança principalmente a quem utiliza a via diariamente e também dificulta o escoamento da produção da agroindústria catarinense.

Para cobrar por melhorias, empresários, clubes de serviço e a comunidade a se mobilizam, na próxima segunda-feira (16), para fazer um ato em protesto sobre as condições da rodovia. Sábado (7), os membros da organização do protesto fizeram a colocação de mil cruzes com faixas pretas sinalizando os acidentes e as mortes registradas no trecho, além de cartazes e faixas de protesto com os dizeres "SOS BR-163" e "Sem asfalto, sem voto". Além disso, publicidades e outdoors estão colocados em vários pontos da região.

Um abaixo-assinado está em andamento nas redes sociais e o objetivo é coletar o maior número de assinaturas possível para mostrar a indignação da região com as condições da rodovia e a falta de recursos para a obra de revitalização.

A rodovia construída na década de 1980 é uma das mais movimentadas da região escoando a produção agroindustrial catarinense, também como rota para deslocamento de quem vai para outras regiões do país. Se a situação é precária em dias secos, em períodos chuvosos o drama se intensifica por conta dos buracos, pouca sinalização e falta de acostamento na rodovia. Em 2013, foi assinado um contrato com a empresa Sul Catarinense para reforma na rodovia no valor de R$ 110 milhões. A obra que tinha previsão para ser concluída em 2015 foi abandonada pela empresa com menos de 40% executados.

Em 2019, a empresa TORC - Terraplenagem, Obras Rodoviárias e Construções venceu a licitação para a execução das obras na rodovia. Entre as mudanças, a principal delas é o valor, que saltou de R$ 110 milhões - pelo qual a Sul Catarinense deveria executar a obra - para R$ 210 milhões.

Apesar de a nova empresa já ter sido escolhida para fazer a obra, o problema agora é financeiro. A elaboração do novo projeto tem custo de R$ 6 milhões. Mas apenas R$ 900 mil estão alocados para esta etapa. Segundo o DNIT, o contrato com a empresa prevê que a TORC tem seis meses para a elaboração do projeto. Com isso, a expectativa é que ele seja finalizado até o mês de fevereiro. Mas segundo o DNIT, não há previsão na lei orçamentária do ano que vem para a obra. Mas os recursos poderiam vir por meio de emendas parlamentares.


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