Crimes virtuais: especialista orienta como se proteger das principais ameaças

Imprensa do Povo
Foto: Divulgação

Com a pandemia de coronavírus, a utilização de serviços digitais seja para trabalho ou entretenimento, aumentou consideravelmente no Brasil e infelizmente esse aumento veio acompanhado da crescente de crimes virtuais como fraudes, golpes e ataques cibernéticos contra pessoas físicas e jurídicas, por isso, segurança digital ganhou ainda mais relevância para consumidores e organizações e é um aspecto crucial para o presente e para futuro.

Uma pesquisa encomendada pela Mastercard ao Instituto Datafolha revelou que, apesar de 92% dos brasileiros saberem que as empresas com as quais interagem guardam algum tipo de informação sobre seus hábitos de consumo e lazer, eles temem pela segurança de seus dados no ambiente digital. Em uma escala de 1 a 10 em que 10 é muito seguro, 5,1 é a nota média dada para o quanto os entrevistados consideram que suas informações estão seguras na internet. As redes sociais foram considerados os ambientes menos confiáveis, enquanto hospitais, clínicas de exames médicos, escolas e faculdades são as instituições em que os pesquisados mais confiam.

O levantamento, que foi realizado com o objetivo de mensurar o nível de preocupação e segurança dos consumidores dentro dos ambientes de trocas de dados e informações, mostrou que apenas 13% avaliam que seus dados estão muito seguros e para 21% eles estão inseguros.

Quase 70% dos entrevistados sabem que quando acessam uma rede social, compram pela internet ou fazem transações financeiras online os dados ficam armazenados por essas empresas e podem ser úteis para direcionar melhor ofertas, benefícios e monitorar hábitos de consumo.

Mas afinal, existe uma maneira de precaver esses delitos? Segundo Fabrício Alberto Piccinin, Analista de Suporte Computacional e professor das disciplinas de Redes de Computador e Segurança e Auditoria de Sistemas do Curso de Sistema de Informação da Horus Faculdades, é possível. "Na maioria das vezes o crime acontece por alguma vulnerabilidade do usuário, então evite usar senhas fracas que contenham nomes, datas relacionadas a você ou sua família, evite clicar em sites duvidosos com promoções fora da normalidade, e-mail com links duvidosos evite abrir(pois se você tivesse ganhado na mega sena não seria por e-mail o comunicado)."

Na hora de comprar algo pela internet, desconfie se o site só aceitar pagamento por boleto ou transferência. "Para se precaver evite comprar em sites que aceitem somente deposito ou boleto, sempre confirme o link que esta aparecendo no seu navegador para ver se é da empresa que esta comprando, tente sempre olhar comentários ou reputação na pagina, efetue uma pesquisa rápida no reclameaqui.com.br geralmente sites fraudulentos terão comentários negativos".

Durante o distanciamento, muitas empresas tiveram que migrar rapidamente para o teletrabalho e os criminosos estão atentos. Por meio de links atrativos, instalam programas maliciosos nos dispositivos, infectam os equipamentos e exigem resgate para devolver os dados, nesse sentindo o especialista explica quais são as medidas de segurança que as empresas precisam tomar. "As empresas devem trabalhar com medidas de segurança, firewall para controle de acessos, VPNs para ter maior segurança e privacidade nas conexões externas, tratando dos usuários os computadores usados para trabalho deve existir um bom senso sobre o que acessar o que instalar assim evitando de cair nos ataques e ransomwares. Pois para recuperar esses dados criptografados geralmente é quase impossível, os criminosos não tem um código de ética para seguir então geralmente vai ser efetuado o deposito e o script para recuperar seus arquivos não vai funcionar" .

Sobre as rede sociais, WhatsApp, Instagram e Facebook, Fabrício explica sobre a importancia de ativar a verificação em duas etapas. "se usar uma senha forte e tiver mais um fator de verificação para acesso, isso tornará quase impossível o acesso dos criminosos, pois ou será uma segunda senha que você tem ou um código que você irá receber por e-mail", e explica como criar senhas fortes, "para você criar uma boa senha é necessário seguir uns parâmetros, nunca usar números em sequencia, não colocar nomes de familiares, sempre utilizar letras maiúsculas e minúsculas, utilizar símbolos, diferenciar senhas pessoais e trabalho, utilizar uma senha para cada site ou serviço utilizado, quanto mais caracteres tiver mais difícil será para um ataque de força bruta por exemplo".

E se você faz parte do grupo formado por 92% dos brasileiros que temem pela segurança em relação as informações pessoais na internet, o professor garante que o Brasil está avançando muito nesse sentido, mas ainda existem vazamentos. ". Hoje existem órgãos que estão tratando esses vazamentos e aplicando multas as empresas atacadas, isso acaba fazendo com que as empresas busquem mais segurança para nossas informações".







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