Exames de mama caem 45% durante a pandemia; Rio faz campanha até o fim do mês

Mulher passa por mamografia
Foto: Reprodução/CNN

A Sociedade Brasileira de Mastologia faz um alerta. Entre janeiro e julho de 2020, os exames de rastreamento mamário caíram 45% no Brasil em comparação com o ano passado. Especialistas avaliam que dentre os motivos estão o medo das pacientes em fazer o exame no hospital, falta de técnicos, má distribuição dos aparelhos de exame e equipamentos quebrados.

Nos primeiros sete meses de 2019, foram 2,1 milhões de exames pelo país. Em 2020, foram 1,1 milhão, segundo dados do Ministério da Saúde.

Para reduzir o problema, a Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro está oferecendo exames de mama sem necessidade de agendamento de horário no Rio Imagem, no centro da capital fluminense, até dia 31/10. Basta apresentar a solicitação exame emitida pelo SUS. Para Vilmar Marques, presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia, a manutenção dos exames pode auxiliar no controle do tamanho do tumor e, por consequência, aumentar o tempo de vida da paciente.

Para Vilmar Marques, a detecção precoce do câncer de mama é fundamental, pois "dados recentes publicados pelo Ibope mostram que 65% da população feminina em fase de rastreamento mamográfico, de prevenção do câncer de mama, não procuraram o ginecologista ou o mastologista. Desta forma, não realizaram o rastreamento. Assim sendo, nós recomendamos à mulher brasileira que realize a sua mamografia o quanto antes, melhor."

Segundo o Instituto Nacional do Câncer, o Brasil terá 66 mil novos casos de câncer de mama, mais de 9 mil somente no estado do Rio de Janeiro. Especialistas recomendam que as mulheres iniciem os exames preventivos aos 40 anos aliados à boas práticas de alimentação e atividade física.

Fonte: CNN






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