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Florianópolis tem aumento no preço dos alimentos e valor médio da cesta básica é de R$ 530

Dieese aponta que cesta básica da cidade é segunda maior entre capitais do Brasil. Arroz, leite, feijão e pão de trigo tiveram aumento, conforme pesquisa da Udesc.

Lista de aumento de preços em agosto em Florianópolis inclui arroz, feijão, leite, óleo de soja, manteiga, pão de trigo e carne bovina tipo músculo
Foto: Foto: Reprodução/NSC TV

Florianópolis registrou um aumento de 58% no preço dos alimentos em agosto, apontou uma pesquisa sobre o custo de vida do município feita todos os meses pela Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc). O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) indicou que a cesta básica da cidade é a segunda maior entre as capitais brasileiras, perdendo apenas para São Paulo. Em Florianópolis, o valor médio do kit, com 13 produtos, é de R$ 530.

A Udesc faz todo mês uma pesquisa nos mercados da capital pra tentar calcular o custo de vida dos moradores. O aumento em agosto é resultado das variação de alguns produtos (confira no gráfico abaixo).

A economista e pesquisadora da Udesc Bruna Soto explicou que "Os itens que geralmente aumentam são aqueles itens que estão na entressafra. Então, por exemplo, acho que teve o tomate este mês, que deu uma subida bastante grande. Ele está na entressafra, acaba subindo. A gente teve um aumento muito grande tanto de demanda quanto de preço de plástico, do produto que faz o plástico mesmo para embalagem, então isso também acaba impactando, por exemplo, no arroz, feijão".

O aumento da cesta básica tem relação também com o aumento das exportações e a diminuição das importações desses produtos, motivadas pela mudança na taxa de câmbio que provocou a valorização do dólar frente ao real.

A Associação Brasileira de Supermercados (Abras), que representa as 27 associações estaduais afiliadas, vê essa conjuntura com muita preocupação, por se tratar de produtos da cesta básica da população Brasileira.

Por nota, a Abras disse que reconhece o importante papel que o setor agrícola e suas exportações têm desempenhado na economia brasileira.

Mas alerta para o desequilíbrio entre a oferta e a demanda no mercado interno para evitar transtornos no abastecimento da população, principalmente em momento de pandemia do novo coronavírus.

A Abras comunicou à Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, sobre os reajustes de preços dos itens da cesta básica. Depois disso, órgãos ligados à defesa do consumidor também reforçaram esse pedido.

"Os itens sobem mais de 60% os valores anteriores à pandemia. Não podemos admitir que, neste momento em que muitos catarinenses se encontram desempregados, eles tenham dificuldades para comprar a cesta básica. Pedimos ainda uma reunião junto ao Ministério da Agricultura e à Secretaria Nacional da Fazenda", afirmou o diretor do Procon catarinense, Tiago Silva.

Fonte: G1 Santa Catarina.







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