ELEIÇÕES 2018

'Eleição sem espaço democrático'

Ricardo Lautert, candidato ao Senado pelo PSTU, é formado em Educação Física pela UFSC. Professor da rede pública estadual de ensino, é militante nas lutas do movimento sindical de Santa Catarina, principalmente no Sinte/SC

Foto: Divulgação

Jornais Adjori/ ADI - Qual a sua motivação para ser candidato ao Senado? 

Ricardo - As candidaturas do PSTU têm a ideia de apresentar nosso programa e as ideias do partido. Independentemente do cargo. A escolha é definida coletivamente. No meu caso, pesou a representação da faixa etária também.

Adjori/ ADI - Qual tem sido o seu trabalho para apresentar as propostas do PSTU?

Ricardo - Temos feito bastante panfletagem. Vamos aos locais de trabalho, principalmente nas fábricas, para o operariado industrial. Por isso a nossa campanha se concentra bastante no Norte do Estado, onde a concentração de indústrias é maior, principalmente em Joinville, Jaraguá do Sul e Blumenau. Além da entrega de panfletos e das conversas direta com as pessoas, estamos usando massivamente as redes sociais. Com as mudanças na Lei Eleitoral, que diminui o tempo de propaganda de rádio e TV, fiquei com apenas quatro segundos. Nesse tempo a gente aproveita para fazer uma denúncia: as eleições são uma farsa, uma vez que não garante um espaço democrático para todos os candidatos nas propagandas de TV e rádio.  

Adjori/ ADI - E como tem sido a receptividade? As pessoas entendem a proposta do PSTU?

Ricardo - Na verdade estamos em uma campanha nacional, um chamado à rebelião. Mostramos que as eleições não vão mudar as nossas vidas e que, a partir de primeiro de janeiro, qualquer um que seja eleito vai atacar os direitos dos trabalhadores e da juventude pobre. Precisamos nos rebelar contra esse sistema. É preciso organização e participação das associações de bairros, grêmios estudantis nas escolas, diretórios centrais nas universidades. Temos que unir os de baixo para derrubar os de cima.

Adjori/ ADI - Chegando ao Senado, qual será a sua prioridade?

Ricardo - Será a imediata suspensão do pagamento da dívida pública, porque 40% dos recursos da União são destinados ao pagamento dos juros da dívida, uma dívida que já foi paga algumas vezes, segundo a Auditoria Cidadã da Dívida Pública. Poderíamos investir esses recursos em infraestrutura, escolas, hospitais, em um grande plano de obras, refletindo na queda do desemprego. Outra proposta é a cobrança dos tributos e impostos dos grandes empresários. Santa Catarina deixa de arrecadar R$ 6 bilhões por ano. Se os empresários quiserem sair, podem sair, mas as estruturas ficam e os trabalhadores são capazes de administrar as fábricas. São eles que conhecem profundamente a realidade de seu trabalho.




Cobertura Eleições SC 2018 - Jornais Impressos e Digitais 

Equipe editorial: Andréa Leonora (ADI/SC) 

Douglas Rossi e Murici Balbinot (Adjori/SC) 

Arte: Rogério Moreira (ND)






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