SC chega a 45 feminicídios em 2020 e delegada reforça importância de denunciar casos: 'Crimes têm fator antecedente'

As duas últimas vítimas, que entraram para a estatística, foram assassinadas no Oeste

Foto: Ilustração

O número de mulheres mortas por conta da condição de gênero em Santa Catarina chegou a 45 na segunda-feira (9). O número é menor se comparar o mesmo período de 2019, quando ocorreram 50 casos de feminicídio. Apesar de os números serem preocupantes, muitos casos não entram para as estatísticas porque não são denunciados.

As duas últimas vítimas, que entraram para a estatística, foram assassinadas no Oeste catarinense. Na tarde de sábado (7), uma jovem de 21 anos morreu após ser golpeada a facadas em Águas Frias. Na segunda-feira (9), uma mulher de 32 anos também foi esfaqueada em Seara. Os ex-companheiros são suspeitos dos crimes.

Em entrevista ao Bom Dia Santa Catarina nesta quinta-feira (12), a coordenadora das Delegacias de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (Dpcami), Patrícia Zimmermann, falou sobre a relação das agressões antes do feminicídio e a importância de denunciar os casos de violência.

"Não há um caso de feminicídio que comece por esse crime, os crimes têm fator antecedente" afirmou. Segundo a delegada, apenas 13,3% das vítimas tinham boletim de ocorrência contra o agressor. "A Polícia Civil vem muito atenta a esses fatores e buscando mecanismos para chamar atenção dessas mulher e trazê-las para a esfera de proteção ao Estado antes que essa violência doméstica vire um feminicídio", disse.

Abril e junho foram os meses com mais casos de assassinatos. Fora sete feminicídios registrados em cada um dos meses. Conforme a delegada, o índice de suicídio dos agressores é superior a 25%.

Fonte: G1 SC






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