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Nova regra de segurança entra em vigor em maio exige que empresas cuidem da saúde emocional dos funcionários
Em entrevista, a psicóloga Lenice Reinher explica a mudança na legislação que entra em vigor dia 26 de maio.
A saúde emocional dentro das empresas brasileiras deixou de ser apenas uma preocupação de Recursos Humanos e passou a ser uma obrigação por lei
A mudança na legislação acontece por um motivo prático, já que dados do governo mostram que os transtornos mentais estão entre as causas que mais afastam trabalhadores de seus empregos no Brasil
"A saúde mental dentro da empresa como iniciativa não precisa ser individual, não é para olhar para o indivíduo, você vai olhar para o ambiente", explica Lenice.
A nova regra entra em vigor de forma definitiva após um período de um ano concedido pelo governo para que o comércio e a indústria pudessem se preparar
O QUE MUDA NA ROTINA DAS EMPRESAS
Criada originalmente no final da década de 1970, essa norma sempre serviu de base para a segurança no trabalho no país, mas o foco sempre foi evitar acidentes físicos, como quedas, ou proteger contra barulho e poeira
A regra vale para negócios de todos os tamanhos que tenham funcionários contratados pelo regime da CLT, o que inclui lojas, escritórios, fábricas, órgãos públicos e até empresas terceirizadas integradas a empresas maiores
OS 13 PROBLEMAS QUE SERÃO AVALIADOS
A nova regra lista treze fatores de risco que precisam ser acompanhados de perto pelos gestores
Lenice lembra que investir no bem-estar dos funcionários traz retornos diretos para a própria empresa dizendo:
"A saúde emocional no trabalho não deve ser vista como frescura ou como um gasto, mas sim como o maior investimento que uma empresa pode fazer pelas pessoas. Vai ser extraordinário quando as empresas entenderem que saúde mental é o maior patrimônio que a empresa possui", reflete a profissional.
DIAGNÓSTICO REAL VAI ALÉM DE QUESTIONÁRIOS DE INTERNET
Muitos empresários ainda cometem o erro de achar que a nova regra exige apenas a aplicação de uma pesquisa de satisfação rápida ou um questionário genérico baixado da internet
O diagnóstico correto exige visitas aos locais de trabalho, conversas com os funcionários e a análise de dados reais, como o número de faltas e a quantidade de pessoas afastadas do trabalho que recebem ou receberam benefício por afastamentos de saúde mental, sendo esses dados a base para uma análise qualitativa
Com base nesse raio-X da empresa, é obrigatório criar um plano de ação para os doze meses seguintes
O BOLSO E A JUSTIÇA
As empresas que ignorarem o prazo ou fizerem um trabalho superficial podem ter prejuízos financeiros e jurídicos
A negligência também pesa no bolso de outra forma
"O investimento em saúde mental vai ser muito mais barato do que o passivo trabalhista", resume Lenice.
Para evitar essas complicações, a orientação principal é que os empresários busquem imediatamente os seus contadores e as empresas especializadas em segurança no trabalho para realizar a adequação e manter o negócio totalmente dentro da lei
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