Levantamento indica que não há desabastecimento, mas o aumento repentino na demanda e limitações de cotas pelas distribuidoras sobrecarregam o sistema local.
O cenário nos postos de combustíveis de Pinhalzinho e região apresentou instabilidade nos últimos dias. O aumento expressivo na procura por gasolina e diesel, motivado por rumores de paralisações e crises internacionais, resultou em filas e falta pontual de produtos em determinados estabelecimentos. No entanto, lideranças do setor e a administração municipal reforçam que o problema central não é a falta de combustível no país, mas uma restrição logística e o comportamento de estocagem por parte dos consumidores.
De acordo com supervisores do setor de combustíveis, as distribuidoras estão operando com um sistema de cotas. O aumento do preço do barril de petróleo e a alta do dólar inviabilizaram parte da importação realizada por empresas privadas, que suprem cerca de 30% do mercado nacional. Com isso, o produto disponível está sendo fracionado para garantir que todos os postos recebam uma quantidade mínima diária.
"O combustível existe, mas há uma restrição de volume para entrega. O pânico da população em estocar o produto em casa é mais prejudicial do que a situação real do mercado", afirma um gestor do setor que preferiu não se identificar.
Em Pinhalzinho, postos como o Delta e o Natal seguem com atendimento normal, embora com fluxo intenso. Já os postos Diamante e Esplanada registraram falta temporária de gasolina devido à demanda que superou a capacidade de reposição, com previsão de normalização ainda para esta quinta-feira (19)
Ações do município
O prefeito Alessandro Beltrame emitiu um decreto preventivo para garantir que os serviços essenciais, como saúde, educação e segurança, não sejam interrompidos. A medida solicita que fornecedores locais mantenham uma reserva estratégica para as viaturas e máquinas públicas. Beltrame reiterou que a dificuldade de acesso à matéria-prima no mercado global afeta o ritmo das entregas, mas que o município busca assegurar a continuidade dos serviços básicos por pelo menos cinco dias em caso de agravamento.
O setor logístico monitora possíveis movimentos de paralisação de motoristas, mas, até o momento, as bases supridoras em Chapecó continuam enviando produtos dentro das limitações de cota estabelecidas.
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