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Pinhalzinho lidera movimento para fortalecer a cadeia leiteira catarinense
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Foto: Assessoria de Comunicação -
Reunião reuniu lideranças e representantes do setor para fortalecer a cadeia leiteira catarinense e ampliar a representatividade dos produtores
Pinhalzinho deu mais um passo para consolidar sua posição como referência no agronegócio catarinense ao sediar, na última sexta-feira (12), uma reunião estratégica para discutir a criação da União Catarinense de Produtores de Leite. O encontro ocorreu no gabinete do prefeito Alessandro Beltrame e reuniu lideranças políticas, representantes do setor produtivo e técnicos da administração municipal.
Reconhecido nacionalmente pela força na produção e industrialização de leite, o município foi escolhido como ponto central das articulações que envolvem prefeituras ligadas às sete associações microrregionais participantes do movimento, entre elas a Associação dos Municípios do Oeste de Santa Catarina (AMOSC). O objetivo é estruturar uma entidade estadual capaz de representar os interesses dos produtores catarinenses de forma unificada.
Participaram da reunião os vereadores Antonio Gallina e João Schmatz, o produtor André Balestrin, um dos articuladores da fundação da União Catarinense de Produtores de Leite, além do secretário municipal de Desenvolvimento Rural, Michael Krieser, e do assessor jurídico Fernando Gerard.
Durante o encontro, foram debatidas formas de apoio das administrações municipais para viabilizar a implantação da nova associação. O prefeito Alessandro Beltrame manifestou apoio à iniciativa e destacou a importância econômica e social da atividade leiteira para a região, colocando o município à disposição para colaborar com o suporte institucional necessário ao início dos trabalhos.
A mobilização ocorre em um momento considerado delicado para a cadeia produtiva do leite. A volatilidade dos preços pagos aos produtores, a concorrência com o leite importado de países do Mercosul e o aumento dos custos de produção têm reduzido a rentabilidade das propriedades rurais e gerado preocupação entre os agricultores.
Em Santa Catarina, aproximadamente 25 mil famílias dependem diretamente da atividade leiteira para sua subsistência. Diante desse cenário, a criação da União Catarinense de Produtores de Leite surge como uma estratégia para fortalecer a representatividade do setor e ampliar sua capacidade de negociação junto aos governos estadual e federal.
A proposta é construir uma estrutura semelhante à existente em outras cadeias consolidadas do agronegócio, como as de bovinos, suínos e aves, que contam com forte atuação de sindicatos e associações. Com uma representação organizada, a nova entidade pretende atuar em Florianópolis e Brasília na defesa de políticas públicas que garantam maior estabilidade ao mercado, proteção aos produtores e valorização da produção catarinense.
A expectativa dos envolvidos é que a união dos produtores contribua para fortalecer o setor, preservar a permanência das famílias no campo e assegurar a continuidade de uma das atividades econômicas mais importantes para o desenvolvimento dos municípios catarinenses.
Texto: IMP
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